AFRICANIDADE

Blog de leoni :ATIVIDADES PROF LEONÍ, AFRICANIDADE

UMA VIAGEM A “MAMA ÁFRICA”

Organizadora: Professora Leoní Lima da Cunha

Escola Monteiro Lobato

Objetivo: Tratar da importância e valorização da cultura negra dentro da escola, criando espaços para manifestações artísticas que proporcionem reflexão crítica da realidade e afirmação positiva dos valores culturais negros pertencentes a nossa sociedade, avançando e articulando a lei nr 10.639/2003. 

Justificativa: Os valores sociais e morais são reforçados na escola e também é nela que muitos preconceitos são perpetuados de forma quase imperceptível. Portanto, é também na escola que devemos propiciar a reflexão crítica sobre esses valores.

     Um grande percentual de nossa sociedade, conhece a África pobre, sem histórias próprias, com uma população subalterna, sem-cultura e escravizada. Precisamos reverter esse quadro. Esse projeto pedagógico surge para tentar tirar do anonimato a verdadeira história da África e de seu povo, bem como abrir um leque de discussões em torno da diversidade cultural existente em nosso país, a fim de que essa diversidade seja respeitada e valorizada.

     Assim, dentro da proposta de trabalhar na escola a valorização da cultura afro-brasileira, propomos a realização de um projeto que busca promover um espaço cultural para trabalhar expressões da arte e cultura negra, desenvolvendo atividades variadas, que envolvam os educandos e professores.

SUGESTÕES DE ATIVIDADES ESCOLARES:

  • Ações  que propiciem o contato com a cultura africana e afrodescendente, culminando em desfiles, exposições, mostras de teatro e dança, por meio dos quais sejam apresentados, penteados, vestimentas, adereços, utensílios, objetos e rituais resultantes desse processo.
  • Discussões e atividades que tenham como foco a criança e o jovem negro, a sua família em diferentes contextos sociais e profissionais, para a valorização da diversidade étnica brasileira.
  • Pesquisas e debates sobre o espaço dos afrodescendentes e de sua cultura nos meios de comunicação de massas.

EDUCAÇÃO INFANTIL

Contos e Diversidade

    A fantasia e a imaginação são elementos fundamentais para que a criança aprenda mais sobre a relação entre as pessoas, sobre o eu e sobre o outro. No faz de conta, as crianças aprendem a agir em função da imagem de uma pessoa, de uma personagem, de um objeto e de uma situação que não estão imediatamente presentes e perceptíveis para ela no momento e que evocam emoções sentimentos e significados vivenciados em outras circunstâncias.
Os contos e as histórias povoam o universo infantil. Principalmente com relação aos contos, sempre se enfatizam aqueles da tradição européia, como Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel e outros. Não trazemos para cultura escolar e para cultura infantil os contos africanos, indígenas, latino-americanos, orientais. Para educação que respeite a diversidade, é fundamental contemplar a riqueza cultural de outros povos, e nesse sentido vale a pena pesquisar e trabalhar com outras possibilidades.

    Outras histórias da nossa literatura, como História da Preta, O Menino Nito, Ana e Ana, Tranças de Bintou, Bruna e a Galinha de Angola permitem o contato com as culturas afro-brasileira e africana, com personagens negras representadas com qualidade e beleza.

 

  • Contagem da história MENINA BONITA DO LAÇO DE FITA, dramatização, interpretação da história.
  • A LENDA DO TAMBOR, história e dramatização.
  • Construção de instrumentos musicais...
  • Histórias infantis africanas. CONTO: YNARI, A MENINA DAS CINCO TRANÇAS – Confecção da boneca. (história em anexo).

 CONTO: YNARI, A MENINA DAS CINCO TRANÇAS

Era uma vez uma menina que tinha cinco tranças lindas e se chamava Ynari. Ela gostava muito de passear perto de sua aldeia, ver o campo, ouvir os passarinhos e sentar-se junto à margem do rio.

    Certa tarde, já o Sol se punha, Ynari ouviu um barulho. Não eram os peixes a saltar na água, não era o cágado que às vezes lhe fazia companhia, nem era um passarinho verde.

    Do capim alto saiu um homem muito pequenino com um sorriso muito grande. E embora ele não fosse do tamanho dos homens da aldeia de Ynari, ela não se assustou. O homem muito pequenino andava devagarinho e devagarinho se aproximou. (...)
     Estavam assim os dois conversando sobre as palavras, a importância que as palavras tinham na vida de cada um, como as usavam, quando as usavam, com quem as usavam, e que significados tinham para o coração de cada um deles. Ynari tentou explicar-lhe que havia palavras que para ela tinha mais do que um significado ou que lhe provocavam mais do que uma só alegria ou uma só tristeza...

 Referência Bibliográfica:

Amâncio, Íris África para crianças: histórias e culturas africanas na educação infantil/ Belo Horizonte: Nandyala, 2007 (Coleção Afrocult, Vol 1).

ENSINO FUNDAMENTAL I E II

LINGUA PORTUGUESA E LITERATURA

·         Realizar com os alunos estudos e pesquisas de países que falam a língua portuguesa. O que os une? Quais as razões? Atualmente como estão esses países? Qual a composição étnica? Apurar diferenças do português falado e escrito entre eles. Exemplos:

- na alimentação: vatapá, acarajé, caruru, canjica, etc...

- na música: os instrumentos musicais maracá, cuíca, atabaque, rece-reco, agogô, e  na religião: umbanda e candomblé.

·         Após debates sobre textos propostos aos alunos, solicitar que produzam textos sobre temas como:

- o racismo no Brasil;

- a presença do negro na mídia;

- políticas afirmativas, cotas;

- mercado de trabalho, etc.

·         Analisar implicações de carga pejorativa atribuída ao termo negro e outras expressões do vocabulário.

·         Realizar com os alunos estudos de obras literárias de escritores negros como Cruz e Souza, Lima Barreto, Machado de Assis, Solano Trindade, etc., destacando a contribuição do povo negro à cultura nacional.

·         Utilizar pesquisas e revistas produzidas pela comunidade afrodescendente em revistas, jornais, internet,...

·         Ler e interpretar letras de músicas relacionadas à questão racial.

·         Propiciar acesso aos gêneros musicais do samba, rap, blues, maracatu...

·         Propor que os alunos produzam poesias relacionadas ao povo afrodescendente e sua cultura.

·         Realizar estudos de obras brasileiras que discutam, abordem questões relacionadas à cultura afrobrasileira: Macunaíma, Mário de Andrade; Casa Grande e Senzala, Gilberto Freyre; O Escravo, Castro Alves; Sermões do Pe Antonio Vieira; A cidade de Deus, Paulo Lins; O mulato, Aluísio de Azevedo; O bom crioulo, Adolfo Caminha.

·         Na pintura, interpretar obras de Di Cavalcanti, Lazar Segall e Cândido Portinari que retratam a figura do negro.

 HISTÓRIA

    O professor (a) de história precisa construir um novo olhar sobre a história nacional/regional local e ressaltar a contribuição dos africanos e afrodescendentes na constituição da nação brasileira.

    Algumas visões equivocadas sobre o negro e o continente africano devem ser desmitificadas. Eis algumas, entre outras que podem ser analisadas em sala de aula:

  • A do negro visto como escravo: não se pode naturalizar a situação do negro como escravo. Os negros não eram escravos, foram escravizados. A África não é uma terra de escravos. Os povos africanos eram portadores de história, de saberes, conhecimentos, na maioria das vezes transmitidos pela oralidade.
  • A África como um continente primitivo: a imagem de que o continente africano é povoado por tribos primitivas em imensas florestas esta presente no imaginário da maioria das pessoas. Trata-se de imagem construída pelos meios de comunicação e pelos próprios livros didáticos. Na áfrica, tivemos grandes reinos (como por exemplo o Egito Antigo). Muito das tecnologias utilizadas no Brasil, no cultivo da cana-de-açúcar e na mineração, foram trazidas pelos negros oriundos da África.
  • A de que o negro foi escravizado porque era mais dócil, menos rebelde que os indígenas: esta idéia está presente em muitos livros didáticos. Omite-se que a história dos africanos escravizados está inserida num contexto de acumulação de bens de capital, ocorrida entre os séculos XVI e XIX, envolvendo África, Europa e Américas. No Brasil há uma história de organização e resistência, desde as vindas nos navios negreiros, as fugas individuais e coletivas para os quilombos, a organização em irmandades, a resistência da cultura nas manifestações religiosas dos batuques e terreiros, até as formas de negociação para a conquista da liberdade.
  • A da democracia racial: tendência que se forjou na sociedade brasileira, mascarando o tratamento desigual destinado aos afrodescendentes.

 Sugere-se para a disciplina de História, entre outros, atividades com os seguintes temas:

      Estudo...

  • Dos grandes reinos africanos, as organizações culturais, políticas e sociais do Mali, do Congo, do Zimbawe, do Egito, entre outros;
  • Dos povos escravizados trazidos para o Brasil pelo tráfico negreiro e as conseqüências da Diáspora Africana;
  • Das resistências do povo negro (Quilombos, Revolta dos Maiês, Canudos, Revolta da Chibata e todas as formas de negociação e conflito);
  • Da promulgação da Lei de Terras e o fim do tráfico negreiro (1850) e o impacto das ideologias de branqueamento / embranquecimento sobre o processo de imigração européia;
  • Dos remanescentes de quilombos, sua cultura material e imaterial;
  • Da Frente Negra Brasileira, no início dos anos 1930, criada em São Paulo;
  • Do significado da data 20 de novembro, repensando o 13 de maio.

 GEOGRAFIA

     Sendo a Geografia a ciência cujo objetivo é o espaço geográfico e suas interelações, caberá ao professor (a) desta disciplina tratar dos seguintes contextos:

  • A população brasileira: miscigenação de povos;
  • A distribuição espacial da população afrodescendentes no Brasil;
  • A contribuição do negro na construção da nação brasileira;
  • O movimento do povo africano no tempo e no espaço;
  • Questões relativas ao trabalho e a renda;
  • A colonização da África pelos europeus;
  • A origem dos grupos étnicos que foram trazidos para o Brasil (rota da escravidão);
  • A política de imigração e a teoria do embranquecimento no mundo;
  • Localização no mapa e pesquisar sobre a atualidade de alguns países (como vivem, população, idioma, economia, cultura, história, música, religião);
  • Estudo da organização espacial das aldeias africanas (questões urbanísticas);
  • Estudo de como o continente africano se configurou espacialmente: as (re) divisões territoriais;
  • Análise de dados do IBGE sobre a composição da população brasileira por cor, renda e escolaridade no país e no município em uma perspecitva geográfica;
  • Discussões a respeito de práticas de segregação racial, como as acontecidas, por exemplo na África do Sul, e nos Estados Unidos da América.

 ENSINO RELIGIOSO

 ·         Estudo sobre a influência das celebrações religiosas das tradições afros na cultura do Brasil.

·         Pesquisa acerca das religiões africanas presentes no Brasil.

·         Estudo dos orixás

 EDUCAÇÃO ARTÍSTICA / ARTE

 ·         A presença de elementos e rituais das culturas de matriz africana nas manifestações populares brasileiras: puxada de rede, maculelê, capoeira, congada, maracatu, tambor de crioulo, samba de roda, carimbo, coco, etc.

·         Danças de natureza: religiosa: candomblé;

                                        Lúdica: brincadeira de roda;

                                        Funerária: axexê

                                        Guerreira: congada

                                        Dramática: maracatu

                                        Profana: jongo

·         A contribuição artística da cultura africana na formação da Música Brasileira: origem do batuque, do lundu e do samba, entre outros.

·         A poética musical envolvendo a temática do negro;

·         Nossos cantores e compositores negros. A cultura africana e afro-brasileira e as artes plásticas: máscaras, esculturas (argila, madeira, metal); ornamentos; tapeçaria; tecelagem; pintura corporal; estamparia.

·         Artistas plásticos como Mestre Didi (Bahia-Brasil) e a presença e influências da arte africana nas obras de artistas contemporâneos.

·         Proposta interdisciplinar: explorar os conteúdos sobre a estrutura de Fractais (física e matemática) presentes na arte africana (penteado, arquitetura, música, estamparia, objetos decorativos, etc).

As sugestões devem ultrapassar a condição de conteúdos, para que possam ser analisados e recontextualizados pela ótica das artes e serem avaliadas esteticamente por meio de elementos do movimento, do som, dos elementos plásticos: da cor, da forma, etc.

 

BIOLOGIA / CIÊNCIAS

      São sugeridas algumas temáticas possíveis, a serem desenvolvidas no ensino de Ciências e Biologia, que contemplam as relações étnicos-raciais e o ensino de História e cultura afro-brasileira e africana:

  • Estudo sobre as teorias antropológicas;
  • Desmistificação das teorias racistas, destituindo de significado a pseudo-superioridade racial;
  • Estudo das características biológicas (biótipo) dos diversos povos;
  • Contribuição dos povos africanos e de seus descendentes para os avanços da Ciência e da Tecnologia;
  • Reflexão e análise sobre o panorama da saúde dos africanos. Esta análise deve considerar os aspectos políticos, econômicos, ambientais, culturais e sociais intrínsecos à referida situação. O professor (a) de Ciências e Biologia pode abordar os conflitos entre epidemias / endemias e o atendimento à saúde, entre as doenças e as condições de higiene proporcionadas à população, bem como o índice de desenvolvimento humano (IHD).

 LINGUA INGLESA

     O gênero musical BLUES, nasceu na África e floresceu na América, as portas do século XX. Além de trabalhar as letras e música, os alunos poderão apresentar os músicos que trabalham o BLUES, demonstrando assim a influência dos negros na cultura dos norte-americanos e, consequentemente, em nossas práticas culturais.

 EDUCAÇÃO FÍSICA

 ·         Estudo das práticas corporais da cultura negra, em diferentes momentos históricos;

·         Danças e suas manifestações corporais na cultura afro-brasileira.

·         Brinquedos e brincadeiras da cultura africana e sua ressignificação nas práticas corporais afro-brasileiras.

·         Jogos praticados no Brasil pelo afrodescendentes e africanos numa perspectiva histórica.

·         Manifestações corporais expressas no folclore brasileiro.

·         A capoeira, seus significados e sentidos no contexto histórico-social, como elemento da cultura corporal. Por meio da capoeira, torna-se possível resgatar a historicidade do negro, desde o momento em que foi retirado do continente africano. São exemplos significativos as suas danças de guerra, caça, festas como a da puberdade e as grandes caminhadas pelas florestas. Tais elementos representam subsídios na construção de propostas para o trabalho pedagógico.

 MATEMÁTICA

 Análise dos dados do IBGE sobre a composição da população brasileira e por cor, renda e escolaridade no país e no município.

  • Análise de pesquisas relacionadas ao negro e mercado de trabalho no país.
  • Realização com os alunos de pesquisas de dados no município com relação a população negra.

 OUTROS:

     Debates em sala de aula, palestras com a presença de profissionais negros (palestrantes); confecção de fantoches, organização de painéis, desfiles de trajes afrodescendentes, desfile com crianças carregando o nome de personalidades negras famosas com a Declaração dos Direitos Essenciais da Criança Negra na Escola e o mapa do Brasil mostrando a diversidade étnica di país, assim como demais faixas; Visitas a comunidades quilombolas (Pipú) no município de São Miguel do Iguaçu; maquete do Quilombo do Palmares; gastronomia africana e sua influência no Brasil,...

 

INDICAÇÕES DE LEITURAS, FILMES E SITIOS.

 LEITURAS

 AZEVEDO, Eliane. Raça. Ática.

BENTO, Maria Aparecida. Cidadania em preto e branco: Ática

CANTAU, Vera Maria. Somos todos iguais. DP & Editora.

CAVALLEIRO, Eliane. Do silêncio do lar ao silêncio escolar. Contexto.

FANON, Frantz. Pele negra, mascaras brancas. Fator.

GONÇALVES, Petronilha S. O jogo das diferenças. Autêntica.

GORENDER,Jacob. Brasil em preto & branco. SENAC

SILVA, Ana Célia ET. AL. Educação, racismo e ati-racismo. Novos tempos.

SOUZA, Neusa. Tornar-se negro. Rio de Janeiro.

LITERATURA INFANTO-JUVENIL E ROMANCES

 BARRETO, Lima. Triste fim de Policarpo Quaresma.

CARRASCO, Walcyr. Irmão negro.

JESUS, Carolina M. Quarto de despejo.

 FILMES

 A COR PÚRPURA – Geórgia, 1909. Em uma pequena cidade Celie (Whoopi Goldberg), uma jovem com apenas 14 anos que foi violentada pelo PA, se torna mãe de duas crianças. Além de perder a capacidade de procriar, Celie imediatamente é separada dos filhos e da única pessoa no mundo que a ama, sua irmã, e é doada a “Mister” (Danny Glover), que a trata simultaneamente como escrava e companheira. Grande parte da brutalidade de Mister provém por alimentar uma paixão por Shug Avery (Margaret Avery), uma sensual cantora de Blues. Celie fica muito solitária e compartilha sua tristeza em cartas (a única forma de manter a sanidade em um mundo onde poucos ouvem), primeiramente com Deus e depoi

sábado 20 março 2010 15:08


PÁSCOA - CATEQUESE

Blog de leoni :ATIVIDADES PROF LEONÍ, PÁSCOA - CATEQUESE

Explicando a PÁSCOA para as crianças
Fonte: Site Vivavida


Passo a passo:


1. Informe-se sobre a história de Jesus e o significado da Páscoa. Você pode ler a Bíblia ou pedir ajuda a um líder religioso de sua comunidade. Um catequista também pode ajudar, já que ele é familiarizado com a educação infantil

2. No dia de Páscoa ou nos dias que antecedem a Semana Santa, reúna um grupo de crianças (estudantes, filhos, primos e amigos) e organize-os em um círculo ou meio círculo em uma sala tranqüila e arejada

3. Converse com as crianças de forma tranqüila e pausada, descrevendo a elas cada uma das ações que você pedirá para serem feitas

4. Peça que fechem os olhos e toquem o corpo com as mãos. Vá perguntando se elas sentem o calor do próprio corpo e a sua própria respiração

5. Ainda de olhos fechados, peça para que coloquem a mão em seus corações e sintam a pulsação. Explique que isso é uma das formas de deus demonstrar a vida

6. Peça para que as crianças molhem a ponta de um dedo na água. Peça que sintam a sensação "gelada" da água e a secagem do dedo pela ação vento. Isso é uma forma de interação com o ambiente que as cerca

7. Diga para ficarem em silêncio e escutarem outras manifestações de vida ao seu redor: o cachorro que late no quintal, os pássaros que cantam

8. Peça que se observem, vendo os movimentos umas das outras, sentindo a respiração, o piscar dos olhos

9. Peça, então, que as crianças se abracem e se toquem umas às outras, para sentir que os amigos também têm vida

10. Peça para as crianças olharem através da janela e perceberem a vida fora da casa: as pessoas, o céu, as árvores. Fale sobre o universo e toda a vida que há nele

11. Explique às crianças que tudo o que sentiram são manifestações de vida. Converse com elas e incentive-as a falar sobre suas impressões

12. Conte brevemente a história de Jesus, de forma simples e compreensível. Ressalte sua mensagem de esperança e paz, diga quem foi ele, como foi a sua vida e o que ele fez durante sua estada na terra

13. Explique a história da morte de Jesus, afirmando às crianças que ele morreu por amor aos seres humanos, como forma de renovar suas vidas e de tentar torná-los pessoas melhores e mais felizes

14. Explique que o feriado de Páscoa é para celebrar o auge da vida desse homem que viveu há dois mil anos e deixou uma mensagem de amor ao próximo

15. Mostre uma figura alegre de Jesus e evite associá-lo àquelas imagens tristes da Paixão e Crucificação, que podem causar uma impressão ruim, negativa ou até mesmo medo nas crianças

16. Explique que a Páscoa é um dia de encontros, e que a festa fica ainda mais bonita, se o sentimento de amor com os pais, irmãos, amigos e parentes estiver presente

17. Explique que o ovo de chocolate é algo bom e gostoso, que serve para alimentar a todos e que deve ser repartido entre todos, assim como as boas palavras e idéias

domingo 14 março 2010 22:30


PLANO DE AULA - LUTO INFANTIL

Luto Infantil - Plano de Aula


Criança também fica de luto



Objetivo
Acolher o enlutado.
AnoPré-escola.


Tempo estimado

De 15 a 30 minutos, quando morrer um parente de uma criança, um membro da equipe escolar ou alguém conhecido de todos.


Desenvolvimento

Aproxime-se com delicadeza, sem intervir diretamente e sem forçar o enlutado a abraçar, falar ou participar de atividades. Mas não o deixe sozinho. O importante é ele perceber que há uma pessoa adulta atenta ao seu sofrimento.
Mais do que dizer algo para consolá-lo, deixe que ele expresse suas emoções e só ouça.
Se a criança fizer perguntas, seja o mais objetivo possível. Diga o que realmente aconteceu, com as palavras certas, e não use eufemismos como foi viajar, está dormindo ou foi para o céu.

Pergunte se ela quer contar aos colegas o que aconteceu ou prefere que você o faça. Nas duas hipóteses, reúna todos em roda e, depois de comunicado o fato, pergunte se alguém já passou pela mesma situação. A troca de experiência conforta e é um incentivo para deixar aflorar os sentimentos. Sugira que a turma chame esse colega para brincar, mas sem insistir.

Leve filmes como Bambi e O Rei Leão para a sala. Depois, dê lápis de cor ou giz de cera para que todos desenhem algo sobre o que sentiram diante das cenas de morte. Incentive os comentários e opiniões.

Em caso de haver agressão por parte do enlutado, deixe claro a ele que todos entendem e respeitam sua dor, mas que isso não lhe dá o direito de agir com violência e descontar nos colegas.

Quando falecer alguém conhecido (artista ou pessoa importante na comunidade), não perca a oportunidade de conversar sobre o assunto. Explique o que é um cemitério, por que as pessoas são enterradas, por que os vivos visitam os mortos no feriado de Finados, o que é um velório etc.

Se a escola perder um funcionário ou professor, organize um ritual de homenagem com a participação de todos. A cerimônia pode ser simples, como o plantio de uma árvore. Assim, sempre que alguém olhar para ela poderá lembrar com carinho de quem se foi. Em sala, sugira fazer um desenho (coletivo ou individual) ou pensar em algumas palavras que poderiam ser ditas para a pessoa.

Se a perda foi de um familiar da criança sugira que ela, se quiser, leve uma foto para a escola. Isso pode diminuir o desconforto da ausência.

Se ela chorar muito, explique aos colegas dela o motivo. Oriente-os como agir quando se vê alguém aos prantos: ficar perto e oferecer ajuda ou um lenço de papel. Incentive-os a falar da tristeza e da raiva que surgem pela perda ou do que cada um sentiu quando alguém morreu.


Nunca reprima ou tente conter o choro, pois as emoções fazem parte da vida e precisam ser expressadas.

domingo 14 março 2010 22:16


SEMANA DA ALIMENTAÇÃO

Blog de leoni :ATIVIDADES PROF LEONÍ, SEMANA DA ALIMENTAÇÃO

Sugestões de atividades para SEMANA DA ALIMENTAÇÃO

n Sugerir aos alunos que proponham aos familiares prepararem uma refeição ou um lanche juntos. Contar a experiência para a turma.

n Organizar o lanche da vovó na história infantil do Chapeuzinho Vermelho: O que será que ela pode comer? E também listar os alimentos que estão no tabuleiro do verdureiro na história da Bonequinha Preta.

n Estimular a influência dos sentidos na alimentação. De olhos vendados, o aluno deve ser capaz de descobrir que alimento é aquele através do olfato, gosto, formato...

n Promover um festival “A cozinha do chefe” entre os alunos da turma ou da escola. O festival pode ter alguns temas, como “sucos de frutas”, “saladas” ou “sobremesas”. Algumas pessoas podem montar um júri que irá degustar as preparações e dar notas. Todos podem ser vencedores!

n Solicitar aos alunos que tragam uma receita muito usada por sua família para apresentar à turma. Explorar os seguintes aspectos: diferentes hábitos alimentares; medidas caseiras e unidades con­vencionais de medida; fenômenos químicos e físicos relacionados à culinária (“Por que o bolo cresce?” “Por que a massa do pão tem que descansar?”); significado dos termos utilizados nas receitas (assar, cozinhar, refogar, grelhar, fritar, marinar, untar...).

n Estabelecer relações entre a culinária dos diferentes estados do Brasil ou dos diferentes países do mundo com as características geográficas do local. Entrevistar pessoas da comunidade escolar que tenham nascido ou morado em outros estados, sobre os prin­cipais alimentos consumidos, os hábitos alimentares, o modo de preparo das comidas típicas, entre outros aspectos.

n Realizar o “Dia da Gostosura”. Cada participante deve trazer um alimento que nunca comeu, evitando os alimentos industrializados. Os alimentos devem ser expostos de modo atraente e todos devem ser estimulados a provar alguns deles. Discutir com o grupo sobre a possibilidade de incluir novos alimentos em seus hábitos.

n Pesquisar sobre os diferentes profissionais que estão relacionados à função da cu­linária: cozinheiro, auxiliar de cozinha, merendeira, nutricionista, chefe de cozinha, pa­deiro... Aproveitar o tema para valorizar a atuação dos merendeiros da escola com uma homenagem, uma visita, um bate-papo.

n Discutir com os alunos os cuidados de higiene na preparação de alimentos e a preven­ção de acidentes na cozinha.

n Discutir a origem dos alimentos, por exemplo, de onde vem o pão, o macarrão, a man­teiga, o queijo, o óleo, o café, o açúcar...

n Visitar a cozinha da escola ou da própria casa e listar os diferentes equipamentos e utensílios existentes, identificando para que servem.

n Aproveitar a comemoração de datas especiais para planejar um cardápio saudável e cozinhar em família.

n Assistir filmes ou vídeos que incentivem a discussão sobre hábitos alimentares: Sugestões: “Como água para chocolate”; “Chocolate”; “Casamento Grego”; “O Ban­quete de Vatel”; “A Festa de Babete”; “Super Size Me”; “O Tempero da Vida”.

n Promover a leitura de histórias infanto-juvenis relacionadas ao tema, entre elas:Come, come - pais e filhos na cozinha - João Alegria - Jorge Zahar EditoraO sabor das especiarias – Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada – Editora ScipioneO Livro de Receitas do Menino Maluquinho – Ziraldo – Editora MelhoramentosExpedito, o cozinheiro – Liliana Iacocca – Editora ModernaEm Cima e Embaixo – Janet Stevens – Editora Ática

n Propor ao grupo uma discussão sobre alimentação saudável baseada na música “Comi­da” do grupo Titãs. A discussão pode ser motivada com perguntas como: “você tem fome de quê?”; “você come para quê?”; “você come o quê?”

n Discutir a utilização de temperos naturais em substituição ao sal ou outros temperos e molhos industrializados. Pesquisar receitas em que os temperos naturais são utilizados (açafrão, alecrim, orégano, cheiro verde, coentro, manjericão, cravo, canela...). Organizar uma horta, caso a escola possua espaço. Sugerimos o plantio de plantas aromáticas e condimentares. A construção de mini-hortas (ervas) em caixotes costuma despertar grande interesse.

n Discutir com os alunos quais seriam as estratégias para tornar o refeitório da escola um espaço mais prazeroso e agradável.

n Escolher alguns cardápios servidos na escola e identificar os diferentes grupos de 8

alimentos e o seu modo de preparo. Consultar as fichas de preparação dos cardápios e entrevistar merendeiras e/ou responsáveis pela merenda na escola.

n Elaborar uma oficina de culinária com os alunos. A vivência da oficina de culinária é uma estratégia com grande poder de sensibilização para que as pessoas reflitam sobre suas práticas alimentares. A vivência da oficina não precisa acontecer, necessariamente, em uma cozinha. Há várias receitas que com­binam saúde e prazer que não necessitam, para o seu preparo, de todos os equipamentos de uma cozinha (fogão, forno, geladeira...) como, por exemplo, sanduíches saudáveis ou saladas e outras que necessitam de equipamentos que podem ser utilizados fora da cozinha (batedeira, liquidificador, multiprocessador...) como por exemplo, vitamina de frutas, sopas frias ou “sacolé” de frutas.

domingo 14 março 2010 21:12


RECEITA DE MASSINHA DE MODELAR

Blog de leoni :ATIVIDADES PROF LEONÍ, RECEITA DE MASSINHA DE MODELAR

Receita 1

(massa de pão)

Material

4 xícaras de farinha de trigo,

1 xícara de sal,

1 e meia xícara de água,

1 colher de (chá) de óleo

Modo de Fazer

Numa tigela, misturar todos os ingredientes, amassar bem até ficar boa para

modelar. Guardar em saco plástico ou vidro bem tampado.

Atenção: Esta receita não precisa ir ao fogo. Não seca ao sol, mas você pode

colocar as peças modeladas numa forma e pedir para um adulto colocar em

forno brando para assar. Depois de assadas, é só pintar com tinta para

artesanato ou tinta preparada por você através de nossas receitas

Receita 2

Material

1:500 g de maisena,

100 g de sal,

uma colher de (café) óleo,

tinta vegetal

Modo de Fazer

Misturar a maisena e o sal. Juntar água suficiente para formar uma pasta.

Pedir para um adulto levar a massa ao fogo, mexendo sempre. Acrescentar o

óleo e o corante.

Guardar em saco plástico ou vidro bem tampado.

Atenção: a massa não deve ser deixada para secar ao sol. Ela se conserva por

vários meses, independente de qualquer produto químico.


Receita 3

Material

2 xícaras e meia de maisena

1 xícara de sal

meia xícara de água

uma pitada de corante.

Modo de Fazer

Misturar todos os ingredientes

Pedir para um adulto levar a massa ao fogo em banho-maria até desprender da

panela.

Guardar em saco plástico ou vidro bem tampado.

Atenção: a massa não deve ser deixada para secar ao sol. Ela se conserva por vários meses, independente de qualquer produto químico.

 

domingo 14 março 2010 22:19



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